Alzheimer

© Márcia Sanchez Luz

Em memória de minha mãe, Nilze, que ontem fez sua passagem e nos deixa cheios de saudades…

 





“Não vou sentir saudade.
Vou guardar você no meu coração.”

Francisco Sanchez








O olhar distante, a fala deprimida,

uma canção antiga na vitrola,
a busca inútil no vazio da vida
que traz no vento a dor que desconsola.

Chegando a noite veste a camisola

e nutre a espera, como se fingida
fosse em querer lembrar porque se isola
de um mundo onde a memória é já perdida.

De manhã cedo os pássaros deslizam

por sobre seu jardim para avisar
que o dia que chegou é na verdade

um tempo onde a palavra é só saudade

de um astro que não pode mais brilhar.
Recordações agora se anarquizam…

 

(Do livro “Quero-te ao som do silêncio!“)

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Um soneto de João Justiniano da Fonseca

A FATURA DO TEMPO

João Justiniano da Fonseca
Em 06.2. 2012. 8 horas

(Img: Last Judgement, de Kandinsky)


O tempo está cobrando muito caro
e não dispensa juros de um minuto.
É rei, é imperador, dono absoluto
não tem nobreza e é por demais, avaro.

– Senhor, maneira um pouco o teu disparo,
dá mais espaço e ar a esse conduto.
Não doa tanto a idade! Eu pouco escuto,
tropeço, enxergo mal, é escasso o faro!

Custo tão alto desmerece a vida.
Suaviza então a pena da ferida,
até à hora final e o barro eterno.

Basta que fique por lembrança apenas
igual às leves asas das falenas,
o amor e a luz de algum soneto terno.

(Soneto enviado por email pelo autor)

>Turbilhão no céu – Soneto de Márcia Sanchez Luz

>

Imagem: Young World, Inga Nielsen
O céu estava assim, sem desencontros:
pariu o sol e a lua em pleno dia,
mostrou a criação que contagia
e não deixou de achar que estava pronto
para fazer da tarde, mais que encontro,
um turbilhão de cores e magia,
como se fora aberta galeria
a quem quisesse olhar de longo a longo
a vida escrita pela natureza.
Foi como o despertar de uma esperança
que morta se mostrava. Era a beleza
expondo seu vigor, toda a pujança
(tão própria de quem luta e sempre brilha)
pois que é imortal guerreira e não se cansa!
© Márcia Sanchez Luz





Novo livro de Márcia Sanchez Luz

Editora Protexto lança “Porões Duendes“, segundo livro de Márcia Sanchez Luz, com prefácio de Leila Míccolis

Devemos ler “Porões Duendes” porque a autora, Márcia Sanchez Luz, é visceralmente poeta. E como todo poeta, tem o amor como parte integrante de sua alma. Sua inteligência poética está muito acima da média. Sua presença literária ultrapassa fronteiras. Basta ler nas orelhas deste livro suas credenciais extremamente importantes. Ninguém conquista os inúmeros títulos que Márcia amealhou sem um trabalho sério, competente, técnico, paradoxalmente permeado, em sua essência, ao profundo amor que ela generosamente transborda em tudo que faz.
Depois do sucesso do livro “No Verde dos Teus Olhos”, Ed.Protexto, 2007, resolveu alçar vôos mais ousados. Inspirada nos grandes poetas parnasianos, enveredou pela difícil arte da construção de sonetos e o resultado está nas páginas deste “Porões Duendes”, fruto de estudo, dedicação, esforço e principalmente do imenso talento literário, orgulho de todos que têm o privilégio de conhecer sua obra.

Airo Zamoner – Editor

Novo Livro de Márcia Sanchez Luz

Editora Protexto lança “Porões Duendes“, segundo livro de Márcia Sanchez Luz, com prefácio de Leila Míccolis

Devemos ler “Porões Duendes” porque a autora, Márcia Sanchez Luz, é visceralmente poeta. E como todo poeta, tem o amor como parte integrante de sua alma. Sua inteligência poética está muito acima da média. Sua presença literária ultrapassa fronteiras. Basta ler nas orelhas deste livro suas credenciais extremamente importantes. Ninguém conquista os inúmeros títulos que Márcia amealhou sem um trabalho sério, competente, técnico, paradoxalmente permeado, em sua essência, ao profundo amor que ela generosamente transborda em tudo que faz.Depois do sucesso do livro “No Verde dos Teus Olhos”, Ed.Protexto, 2007, resolveu alçar vôos mais ousados. Inspirada nos grandes poetas parnasianos, enveredou pela difícil arte da construção de sonetos e o resultado está nas páginas deste “Porões Duendes”, fruto de estudo, dedicação, esforço e principalmente do imenso talento literário, orgulho de todos que têm o privilégio de conhecer sua obra.

Airo Zamoner – Editor